Fim de tarde na roça. Após o pôr-do-sol, o azul escuro da noite se mistura com os últimos raios de sol, formando aquela camada laranja-escura. Os pássaros emitem os seus últimos cantos e preparam-se para dormir. Quem ainda permanece acordada e cantando é a cigarra. Foi-se mais um dia, animado e feliz, como os dias na roça são, para um menino criado na cidade. Andar à cavalo, brincar com cachorros, passear pela roça, jogar bola... são tantos os prazeres de se estar no campo, totalmente desplugado da cidade. Fim de tarde, casa escura: é hora de acender os candeeiros. Candeeiros acesos, e a casa já fica com clima de noite. E o café? E a janta? Tem que acender o fogâo à lenha! E menino já gosta de brincar com fogo... "Deixa isso aí, menino! Quer se queimar?" Mas, e o banho? Tomar banho na fonte é uma maravilha! Os pudores da cidade acabam nos preocupando, às vezes, mas é tão bom ficar niu em contato com a natureza! Porém, tomar banho na fonte depois do fim de tarde é cruel: o frio não perdoa! E puxa a àgua do balde, e toma banho, e se esfrega, e se treme dos pés à cabeça, e corre para se enxugar logo... Banho tomado, volta para casa. A noite já caiu, e o caminho está totalmente escuro. Um breu enorme! É muito bom andar no escuro. E o céu na roça é muito mais bonito, tem muito mais estrelas! Ao chegar em casa, cheirinho da fumaça e da janta cheirosa! "Mãe, quero jantar!" E na casa, aquela festa familiar que só a roça proporciona!
quarta-feira, 21 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
Todo sertanejo tem um fascínio pelo mar
Pois nas abas do chapéu queimado pelo sol e surrado pelo tempo, vão e vêm gotículas de lembranças. Os olhos irradiam uma nuvem espessa de felicidade e paz. Tira o chapéu e cumprimenta o mar. Não banha-se e benze-se, inicialmente, pois este costume não é de seu conhecimento. Prefere cumprimentar aquele “açudão” agitado, que mais se assemelha a um boi enfurecido. Tempos de criança reaparecem em questão de alguns segundos na sua mente, quando brinca, inocentemente, com a água. Chuta, corre, cai e mergulha... Da pele seca castigada pelo sol sertanejo, ressurge a camada encharcada e salina, brilhante como o luar sertanejo. E as ondas vêm e vão, assim como a seca, assim como a plantação. E, enquanto brinca com a água, momentos peculiares são apagados, como por exemplo, os dias em que teve que aboiar gados secos e quase mortos, pelo chão tórrido do sertão, à procura de uma poça de lama e de um resto do subnitrato do pó de um capim seco. E os gados mugiam tristes, pareciam lamentar insistentemente pela vida. Mas, ao ver as algas verdes, lembrou da época em que a chuva abençoava o seu querido pedaço de chão, trazendo com ela, as boas novas da esperança. Mas, por que será que todo sertanejo tem um fascínio pelo mar? Talvez pelo fato de o mar trazer com ele vestígios de um mundo inimaginável e ininteligível, algo semelhante ao paraíso. Mas acredito mesmo que seja pelo fato de o oceano ser sinônimo de paz. Azul-esverdeado ou verde-azulado... lembra céu num dia de sol... lembra paz! Movimento intermitente de ondas, também lembra paz! Porque a paz não é a constância e sim a inconstância dinâmica da vida! E, assim, o sertanejo volta para o seu sertão, local de lembranças infindas, com a lembrança inesquecível de um dia poder ter entregado a sua alma ao mar.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
No horizonte
Respiro o doce dos teus olhos
quando a falta tua
inspira em mim
a quase indissolúvel saudade
Prazer imenso tenho ao inalar a cor azul
do teu sorriso
no riso
nu
Rio minha canção
na tua música
E sorrio meus beijos
em teu coração
Corro ao vento,
suspiro o desejo,
degusto o tempo,
e te faço um solfejo
E assim vivo livre
preso ao sentimento
que me prende
livre em teus braços!
quando a falta tua
inspira em mim
a quase indissolúvel saudade
Prazer imenso tenho ao inalar a cor azul
do teu sorriso
no riso
nu
Rio minha canção
na tua música
E sorrio meus beijos
em teu coração
Corro ao vento,
suspiro o desejo,
degusto o tempo,
e te faço um solfejo
E assim vivo livre
preso ao sentimento
que me prende
livre em teus braços!
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
O crescendo
A semente já havia germinado,
mas, por desvios do caminho,
enzimas interromperam
o seu crescimento.
A semente foi crescendo,
aos poucos,
forte,
e linda!
Hoje,
é uma arvore dentro de mim
à dispersar teu sabor,
teu fulgor,
tuas sementes
num ciclo fechado
dentro de mim!
mas, por desvios do caminho,
enzimas interromperam
o seu crescimento.
A semente foi crescendo,
aos poucos,
forte,
e linda!
Hoje,
é uma arvore dentro de mim
à dispersar teu sabor,
teu fulgor,
tuas sementes
num ciclo fechado
dentro de mim!
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Breve conversa com o tempo
Hoje à tarde
Fiquei de prosa com o tempo.
Rimos como velhos amigos,
Como novos,
Como eternos.
E hoje o amor
Estremece, mais uma vez,
As paredes do meu coração.
E,
Por intermédio do tempo,
Marquei um encontro
Com o amor
No futuro!
Fiquei de prosa com o tempo.
Rimos como velhos amigos,
Como novos,
Como eternos.
E hoje o amor
Estremece, mais uma vez,
As paredes do meu coração.
E,
Por intermédio do tempo,
Marquei um encontro
Com o amor
No futuro!
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
O primeiro triste 29/01
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
De como, às vezes, a realidade é impalatável
Dizer-te o quanto eu gosto de ti,
completamente,
é utópico, inimaginável,
tamanha a grandiosidade
do meu sentimento.
Expressar é tão fácil
e tão gostoso, ao mesmo tempo,
e, ao mesmo tempo também,
tão complicado,
devido à realidade cruel.
Teus olhos,
que se desencontram dos meus
quando tua timidez aflora-se,
são o oceano
que tanto gosto de mergulhar.
Teu lindo sorriso
é a minha certeza
de que ainda posso ser feliz..
É a paisagem mais linda
e mais bem talhada pela natureza.
E Teu abraço,
e Teu calor,
e teu cheiro,
são o refúgio caloroso
e reconfortante
quando, lá fora,
o frio me assola.
Teus beijos.
Teus beijos!
E,
mais uma vez,
teus beijos!
Conduzem-me a uma viagem
ao âmago da felicidade
e do prazer.
Você,
presente lindo do destino,
mostrou-me e mostra-me
à cada dia,
à cada hora,
à cada segundo,
que meu coração,
mesmo castigado pelos amores passados,
ainda é capaz de bater forte por alguém;
por ti.
Mas
o oceano não é meu,
a paisagem não é minha,
o refúgio não é meu,
as viagens não são minhas;
tu não és minha.
Oh, realidade cruel,
tu a tiraste dos meus braços
e fizeste-me seguir impreciso,
perdido numa estrada perdida,
num lugar perdido
perdido no nada
perdido.
completamente,
é utópico, inimaginável,
tamanha a grandiosidade
do meu sentimento.
Expressar é tão fácil
e tão gostoso, ao mesmo tempo,
e, ao mesmo tempo também,
tão complicado,
devido à realidade cruel.
Teus olhos,
que se desencontram dos meus
quando tua timidez aflora-se,
são o oceano
que tanto gosto de mergulhar.
Teu lindo sorriso
é a minha certeza
de que ainda posso ser feliz..
É a paisagem mais linda
e mais bem talhada pela natureza.
E Teu abraço,
e Teu calor,
e teu cheiro,
são o refúgio caloroso
e reconfortante
quando, lá fora,
o frio me assola.
Teus beijos.
Teus beijos!
E,
mais uma vez,
teus beijos!
Conduzem-me a uma viagem
ao âmago da felicidade
e do prazer.
Você,
presente lindo do destino,
mostrou-me e mostra-me
à cada dia,
à cada hora,
à cada segundo,
que meu coração,
mesmo castigado pelos amores passados,
ainda é capaz de bater forte por alguém;
por ti.
Mas
o oceano não é meu,
a paisagem não é minha,
o refúgio não é meu,
as viagens não são minhas;
tu não és minha.
Oh, realidade cruel,
tu a tiraste dos meus braços
e fizeste-me seguir impreciso,
perdido numa estrada perdida,
num lugar perdido
perdido no nada
perdido.
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