quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Breve conversa com o tempo

Hoje à tarde
Fiquei de prosa com o tempo.
Rimos como velhos amigos,
Como novos,
Como eternos.

E hoje o amor
Estremece, mais uma vez,
As paredes do meu coração.

E,
Por intermédio do tempo,
Marquei um encontro
Com o amor
No futuro!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

O primeiro triste 29/01


Hoje ele faria 90 anos...
Tão vivo nas fotos
que é difícil acreditar
que ele se foi...
As lembranças apertam meu coração,
e as lágrimas escorrem pelo meu rosto...
Feliz Aniversário, Grande Velho Jovem!


Foto tirada provavelmente em fevereiro de 2005

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

De como, às vezes, a realidade é impalatável

Dizer-te o quanto eu gosto de ti,
completamente,
é utópico, inimaginável,
tamanha a grandiosidade
do meu sentimento.

Expressar é tão fácil
e tão gostoso, ao mesmo tempo,
e, ao mesmo tempo também,
tão complicado,
devido à realidade cruel.

Teus olhos,
que se desencontram dos meus
quando tua timidez aflora-se,
são o oceano
que tanto gosto de mergulhar.

Teu lindo sorriso
é a minha certeza
de que ainda posso ser feliz..
É a paisagem mais linda
e mais bem talhada pela natureza.

E Teu abraço,
e Teu calor,
e teu cheiro,
são o refúgio caloroso
e reconfortante
quando, lá fora,
o frio me assola.

Teus beijos.
Teus beijos!
E,
mais uma vez,
teus beijos!
Conduzem-me a uma viagem
ao âmago da felicidade
e do prazer.

Você,
presente lindo do destino,
mostrou-me e mostra-me
à cada dia,
à cada hora,
à cada segundo,
que meu coração,
mesmo castigado pelos amores passados,
ainda é capaz de bater forte por alguém;
por ti.

Mas
o oceano não é meu,
a paisagem não é minha,
o refúgio não é meu,
as viagens não são minhas;
tu não és minha.

Oh, realidade cruel,
tu a tiraste dos meus braços
e fizeste-me seguir impreciso,
perdido numa estrada perdida,
num lugar perdido
perdido no nada
perdido.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Devaneios


Resolvi republicar este texto, pois gosto da mensagem que ele transmite, principalmente nesse ínicio de ano, onde, de certa forma, renovamos as nossas esperanças! Um feliz 2007!

Olha e vê um futuro... pensa em segui-lo, mas logo vem um pensamento que o faz parar e refletir. Refletir sobre o seu passado, analisar erros cometidos e tentar aprender mais com eles, triunfar e agradecer por cada acerto. Brisa mediana balança os pequenos ramos que estão a sustentá-lo, reconfortando sua alma e a enchendo de esperança. Esperança de dias melhores, de um tempo novo, de um verão a prevalecer em seu coração... e aí então pensa no gelo que está a recobri-lo naquele momento e sorri, pois percebe que aquela espessa camada começou a se derreter. Olha a sua volta e tudo está pintado com esperança. Olha com curiosidade para o sol e vê então a felicidade por trás dele. Então, sem hesitar, abre suas asas e voa sem parar, com brilhos evidentes em seus olhos e lágrimas de alegria renovando seu estado de espírito. Estava confirmado: Seria feliz porque assim desejava e não pouparia energias para de alguma forma então, alcançá-la.


AUTOR DA FOTO - João Vinhas Reis

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Malas ao vento (tempo)

Vou viajar com o tempo.
Vou seguir o seu caminho.
O tempo não pára;
o tempo não volta;
o tempo segue.

Seguir com o tempo
através dessa linha cronológica.
Compreender-lo-ei melhor
e farei o que lhe for conveniente.
Tempo ao tempo;
tempo ao vento;
intento.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Dissertações sobre você

Basta olhar para você
para o meu universo
te orbitar;
te resplandecer.

Basta ver teu sorriso
para libertar meu riso
da incerteza.
Quanta beleza!

Basta molhar-me em teus lábios
para sair do mundo,
ir contigo
à lua cheia.

Basta prender-me em teu corpo
para fundirmo-nos;
um só corpo
à extravasar prazer.

Basta você ir para longe
para o distante
tornar-se infinito,
e o meu plano virar saudade.

Basta perder-me de você
para o meu céu desabar,
o meu sol se esconder,
nossa lua se apagar.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Do encontro ao "adeus"

De uma iminente tempestade
caem trovões,
e a vida define-se em lágrimas.

Gotas descem
e carregam toda a tristeza,
que um dia foi felicidade.

Em um segundo
tudo muda,
e a interrogação
questiona-se incansavelmente.

O amor fere a palavra,
a razão
e o mundo.

E a palavra fere a dor
a consciência,
o tudo.

E o tudo
agora é nada.
Não é mais a estrada
a ser seguida.

E o sonho persiste
na esperança da felicidade;
de que o seu tudo
volte para casa,
de uma viagem
que o tempo deveria
desconhecer.