Os dias mudam,
o tempo relativiza-se,
o mundo embeleza-se.
O que gerou tanta mudança?
Providência?
Não.
O mais lindo dos sentimentos abstratos.
As horas quando estão juntos, urgem.
Quando estão longe um do outro, quase petrificam-se.
E a saudade fortifica-se, até ser morta outra vez
no encontro seguinte.
Ela ligou.
Ele não estava.
Ele chegou
E ligou para ela,
Que também não estava.
Ambos sentem
os fortes estremecimentos
causados pelas batidas do coração.
Declarações nas mensagens de celular;
Nas folhas de caderno;
Nos beijos apaixonados;
Nos olhares correspondidos;
Nos cheiros exalados;
Nos corpos em contato.
O amor impera, absolutamente,
nos corações.
E a distância física,
ainda que pequena,
é eterna inimiga dos desejos
e refeição calórica da saudade!
domingo, 5 de novembro de 2006
sábado, 2 de setembro de 2006
Maria Gasolina – Um conto quase mexicano
Você está cansado de assistir novelas mexicanas?
Assistiu Maria do bairro, Marimar, Maria Mercedes e tantas outras Marias?
Chegou mais um conto para encher o seu saco - "Maria Gasolina”! Feito por quem não entende nada de novelas!
Maria Gasolina vivia na cidade de Puebla, no México. Seus pais haviam lhe dado esse nome devido ao grande empreendimento que sustentava a família: Um enorme posto de abastecimento de derivados do petróleo. Uma garota linda, 18 anos, cintura fina, coxas grossas, lábios carnudos, seios faraônicos, olhos cor-de-mel. Uma deusa, uma rainha, uma linda mulher.
O Destino é realmente muito engraçado. Super palhaço! Muitas pessoas almejam encontrar o Destino em algum lugar, não sabendo estas que ele gosta muito de brincar e, às vezes, até de sacanear. Ele, que não é graça, resolveu dar vida ao nome da mexicaninha. Hoje a garota, já quase uma mulher, não pode ver carros! Seu fetiche: carros. Tipo de homem preferido: frentistas. Seu local preferido para transar: dentro de um carro. Suas maiores fantasias sexuais: transar com um homem pintado de carro, sendo o pênis o câmbio de marcha, cavalgar sobre o câmbio de marcha de algum carro com ele ligado, e chupar uma descarga. O Destino realmente é um excelente palhaço. Calma, leitores! Não mudem os seus nomes para “Fulano-lasca-todas da Silva” ou “Beltrana-achou-o-homem-ideal de Oliveira”. Não é sempre que ele gosta de ser irônico!
Apesar de Maria Gasolina ser uma linda mulher, era muito triste, pois não havia ainda encontrado a sua alma gêmea (o Destino diria “Carro gêmeo” hihihi). Já havia comido todos os frentistas do posto da família, e nenhum deles queria compromisso sério. Aliás, esse era um dos assuntos mais comuns que rolavam no posto. Se um chegava dizendo: Porra, ontem eu lavei minha alma! Adivinha? Você não vai nem acreditar... Comi a Maria Gasolina! O outro dizia: Porra, você também!? Ela fode bem pra caralho, né? ... Deixemos o papo dos frentistas de lado e continuemos a estória. Um belo dia de sol, com lindas flores e pássaros cantando, Maria saiu da faculdade e estava a caminho de casa, quando tropeçou em uma pedra e caiu. Ao levantar o rosto, percebeu que um carro se aproximava em direção às suas mãos. Pensou nas unhas que estavam feitas e olhou para o carro: era um lindo Ford Ecosport. Valia mesmo a pena ter as unhas quebradas por um Ecosport! O carrou parou e dele desceu um rapaz. Ela, mesmo esparramada no chão, o olhou dos pés à cabeça. Era um lindo rapaz, alto, cabelos negros, quatro portas, teto solar, jantes esportivas, rodas de liga leve e tantos outros atributos. Ele, aflito, perguntou:
- Meu Deus! Você está bem?
(Breve comentário do autor: Esqueci de avisar que esse é mais um daqueles contos que se passam em outro país, e todos os personagens falam português!)
- Ah, eh... eu? Ah sim! Estou ótima! Estava aqui distraída com o cotidiano das formigas! Pobrezinhas, trabalham sem parar. Se elas ao menos tivessem algum meio de transporte...
- Não se distraia assim tão fácil! Eu poderia ter te atropelado!
- Nossa...
- Venha, levante-se.
- Obrigada, você é muito gentil! Agora eu preciso ir andando...
- Venha, eu te dou uma carona.
- Iupi!
- O que você disse?
- Eu? Ah... hehehe, nada não! Vamos!
No carro...
- E então, qual o seu nome?
- Maria Gasolina, ou Gasosa para os mais íntimos. E o seu?
- Hugo Hérnandez! Três H’s maiúsculos!
- Hum... e qual é o terceiro?
- Você vai descobrir...
- Acho que chegamos. É aqui mesmo?
- Já? Foi tão rápido... É aqui sim
- Mas me dê o seu telefone, adorei te conhecer! Vamos marcar para fazermos um passeio mais demorado.
- Vamos! Tá aqui ó. Me liga, tá?
- Ok, gata! Se cuida!
O carro partiu, e Maria Gasolina o ficou olhando e respirando com uma felicidade extrema aquele cheirinho de... infelizmente ela não identificou, porque o carro era Totalflex.
Assistiu Maria do bairro, Marimar, Maria Mercedes e tantas outras Marias?
Chegou mais um conto para encher o seu saco - "Maria Gasolina”! Feito por quem não entende nada de novelas!
Maria Gasolina vivia na cidade de Puebla, no México. Seus pais haviam lhe dado esse nome devido ao grande empreendimento que sustentava a família: Um enorme posto de abastecimento de derivados do petróleo. Uma garota linda, 18 anos, cintura fina, coxas grossas, lábios carnudos, seios faraônicos, olhos cor-de-mel. Uma deusa, uma rainha, uma linda mulher.
O Destino é realmente muito engraçado. Super palhaço! Muitas pessoas almejam encontrar o Destino em algum lugar, não sabendo estas que ele gosta muito de brincar e, às vezes, até de sacanear. Ele, que não é graça, resolveu dar vida ao nome da mexicaninha. Hoje a garota, já quase uma mulher, não pode ver carros! Seu fetiche: carros. Tipo de homem preferido: frentistas. Seu local preferido para transar: dentro de um carro. Suas maiores fantasias sexuais: transar com um homem pintado de carro, sendo o pênis o câmbio de marcha, cavalgar sobre o câmbio de marcha de algum carro com ele ligado, e chupar uma descarga. O Destino realmente é um excelente palhaço. Calma, leitores! Não mudem os seus nomes para “Fulano-lasca-todas da Silva” ou “Beltrana-achou-o-homem-ideal de Oliveira”. Não é sempre que ele gosta de ser irônico!
Apesar de Maria Gasolina ser uma linda mulher, era muito triste, pois não havia ainda encontrado a sua alma gêmea (o Destino diria “Carro gêmeo” hihihi). Já havia comido todos os frentistas do posto da família, e nenhum deles queria compromisso sério. Aliás, esse era um dos assuntos mais comuns que rolavam no posto. Se um chegava dizendo: Porra, ontem eu lavei minha alma! Adivinha? Você não vai nem acreditar... Comi a Maria Gasolina! O outro dizia: Porra, você também!? Ela fode bem pra caralho, né? ... Deixemos o papo dos frentistas de lado e continuemos a estória. Um belo dia de sol, com lindas flores e pássaros cantando, Maria saiu da faculdade e estava a caminho de casa, quando tropeçou em uma pedra e caiu. Ao levantar o rosto, percebeu que um carro se aproximava em direção às suas mãos. Pensou nas unhas que estavam feitas e olhou para o carro: era um lindo Ford Ecosport. Valia mesmo a pena ter as unhas quebradas por um Ecosport! O carrou parou e dele desceu um rapaz. Ela, mesmo esparramada no chão, o olhou dos pés à cabeça. Era um lindo rapaz, alto, cabelos negros, quatro portas, teto solar, jantes esportivas, rodas de liga leve e tantos outros atributos. Ele, aflito, perguntou:
- Meu Deus! Você está bem?
(Breve comentário do autor: Esqueci de avisar que esse é mais um daqueles contos que se passam em outro país, e todos os personagens falam português!)
- Ah, eh... eu? Ah sim! Estou ótima! Estava aqui distraída com o cotidiano das formigas! Pobrezinhas, trabalham sem parar. Se elas ao menos tivessem algum meio de transporte...
- Não se distraia assim tão fácil! Eu poderia ter te atropelado!
- Nossa...
- Venha, levante-se.
- Obrigada, você é muito gentil! Agora eu preciso ir andando...
- Venha, eu te dou uma carona.
- Iupi!
- O que você disse?
- Eu? Ah... hehehe, nada não! Vamos!
No carro...
- E então, qual o seu nome?
- Maria Gasolina, ou Gasosa para os mais íntimos. E o seu?
- Hugo Hérnandez! Três H’s maiúsculos!
- Hum... e qual é o terceiro?
- Você vai descobrir...
- Acho que chegamos. É aqui mesmo?
- Já? Foi tão rápido... É aqui sim
- Mas me dê o seu telefone, adorei te conhecer! Vamos marcar para fazermos um passeio mais demorado.
- Vamos! Tá aqui ó. Me liga, tá?
- Ok, gata! Se cuida!
O carro partiu, e Maria Gasolina o ficou olhando e respirando com uma felicidade extrema aquele cheirinho de... infelizmente ela não identificou, porque o carro era Totalflex.
quinta-feira, 27 de julho de 2006
O clímax sinfônico
Ele estava só, como sempre. Ele era só. Ele desejou ser só. Sentiu as pernas doerem, já não eram tão leves como antes. Sentou em sua poltrona. Como era macia! O silêncio o abalou, e ele, com dificuldade, levantou-se e pegou um LP na estante: Uma coletânea de música clássica. Ligou o toca-discos, colocou na primeira faixa e sentou-se novamente. Queria ouvir bem alto, sentir a orquestra pulsar dentro do seu corpo. Vizinhos? O que eles queriam com a vida e com a música dele? Nada tinham a ver! Colocou o som no volume máximo. Aqueles chiados do LP, como engrandeciam a música! Imaginou como seria assistir a um concerto sem os chiados. “Ainda vou ser chiadista! Se ainda não existe, serei o primeiro!” Pensou e riu consigo. Idéias malucas sempre fizeram parte do seu cotidiano. Começou a pensar na trajetória da sua vida. Inúmeras lembranças surgiam e o emocionavam. Passou minutos, sentado na sua poltrona, ouvindo o seu LP preferido, no volume em que sempre desejou ouvir, mas nunca havia se atrevido, pois sempre pensou nos vizinhos e nas batidas de vassoura pedindo silêncio. Nada disso o desconcentrou. Ele conhecia muito aquele LP e sabia que já estava perto de terminar o lado A. A sinfonia agora ficava mais intensa, mais animada. Violinos, violoncelos, tímpanos, clarinetes, clarins, tubas, pratos, pianos; todos expressando a sua vitalidade musical. Uma grande mistura de freqüências sonoras harmoniosas. Como era lindo aquilo! Como seres humanos podiam desempenhar tão lindo papel? Lágrimas escorreram pelo seu rosto. Música e alma trocavam emoções simultaneamente. O disco se aproximava do fim, e ele sentiu uma tristeza súbita acompanhada de uma forte dor no peito. Os instrumentos indicavam o fim da sinfonia, logo o maestro faria o sinal com a batuta. As lágrimas tornaram-se mais densas e volumosas. A sinfonia terminara. A vida dele também. A platéia agora aplaudia o grande espetáculo. Muitas palmas. O disco finalizara. Terminaram, ali, duas estupendas sinfonias em perfeita sincronia.
domingo, 9 de julho de 2006
Vídeo Games, Vídeo Cassetes e Vídeo Vida
Há momentos em que a vida pára: Apenas internamente. Paramos ou queremos parar por dentro. Não há sincronia entre o externo e o interno, é estranho. Vontade de desistir de tudo, de recomeçar tudo outra vez, ou de nem tentar. Mas infelizmente não estamos num jogo. O “Game over” na vida é para sempre, não existem “Continues” ou “Extra lives”. O que foi escrito no imenso livro da vida nunca se apaga. Tudo é escrito à caneta, e não existem borrachas nem corretivos.
Por que não podemos ensaiar a vida primeiro?
Por que não podemos escrevê-la num rascunho para depois passá-la a limpo?
Porque ensaios e rascunhos são para perfeccionistas. A vida não é perfeita. Nós não somos perfeitos, por mais que tentemos. A vida é rígida com quem tenta vivê-la e pode ser severa às vezes. Ela exige que quem tropece em uma de suas armadilhas se levante! Caso este alguém fraqueje, corre sérios riscos de perdê-la. E depois do “Game over” não existe o “Try again”. Aí serão iniciadas outras formas de vida que aqui não cabe descrevê-las, pois nunca as vivi, nem possuo nenhum registro comprobatório.
O “rec” foi dado assim que fomos gerados, mas todos nós sabemos que o “stop” será acionado a qualquer momento, pois a fita da vida irá acabar. O “pause” não funciona, o “Rewind” também não, graças à autoridade do “rec”. Idem para o “Foward”. Mesmo se o “Foward” funcionasse, não conseguiríamos ver nada, devido à virgindade da fita. Tente prolongar ao máximo o tempo e a qualidade de gravação da sua fita, pois ela é definitiva. Ou melhor, em tempos de maior longevidade e tecnologia, por que não usar o dvd?
Por que não podemos ensaiar a vida primeiro?
Por que não podemos escrevê-la num rascunho para depois passá-la a limpo?
Porque ensaios e rascunhos são para perfeccionistas. A vida não é perfeita. Nós não somos perfeitos, por mais que tentemos. A vida é rígida com quem tenta vivê-la e pode ser severa às vezes. Ela exige que quem tropece em uma de suas armadilhas se levante! Caso este alguém fraqueje, corre sérios riscos de perdê-la. E depois do “Game over” não existe o “Try again”. Aí serão iniciadas outras formas de vida que aqui não cabe descrevê-las, pois nunca as vivi, nem possuo nenhum registro comprobatório.
O “rec” foi dado assim que fomos gerados, mas todos nós sabemos que o “stop” será acionado a qualquer momento, pois a fita da vida irá acabar. O “pause” não funciona, o “Rewind” também não, graças à autoridade do “rec”. Idem para o “Foward”. Mesmo se o “Foward” funcionasse, não conseguiríamos ver nada, devido à virgindade da fita. Tente prolongar ao máximo o tempo e a qualidade de gravação da sua fita, pois ela é definitiva. Ou melhor, em tempos de maior longevidade e tecnologia, por que não usar o dvd?
segunda-feira, 5 de junho de 2006
A despedida veste vermelho
Querido amado Trajano Fernandes,
Escrevo-te agora, pois minh’alma já não agüenta mais tanta saudade. Penso em ti a cada segundo, e morro ao mesmo tempo. Lentamente eu vou construindo o meu mausoléu. Desejo o fulgor dos teus lábios, mas o que eu tenho é só essa confusão melancólica. Amo-te e não amo-te! Peço que um dia perdoes esta pobre indecisa, pois viver meus restantes dias ao teu lado era o meu mais lindo sonho. Agora, apenas neblina. Não consigo enxergar o meu horizonte, mas meu seio ainda clama por ti. Sei que chorarás, mas perdoe-me! Mereço cada pontada de dor que estou sentindo agora, pois não foste tu o culpado do nosso fim, e sim eu! Choro lágrimas de sangue sobre o meu travesseiro, e a minha cama está rodeada de espinhos. Já não durmo mais, tu estás sempre presente em meus sonhos. Mas ainda existem resquícios da indecisão, da palavra mal-declarada. Sinto-me invadida por esse sentimento dúbio e polígamo. Como queria amar-te plenamente, Trajano! Não ames tu a minha pessoa! Meu coração é um vil produto esquecido em um balcão de uma taberna qualquer! Não merecias e não mereces o que eu te fiz, mas tenha certeza de que hoje eu estou em absoluta penitência. Putrefaço neste quarto úmido e sem vida, já não quero mais viver. Já não quero mais viver sendo uma boneca de papel recortada à maneira deste sentimento ambíguo. Hei de matar-me, mas ainda não sei se subirei aos céus, ou se levarei atribulações ao inferno. O fim está iminente, Trajano, mas saiba que te amarei para todo o sempre! Agora, pintarei as paredes deste quarto de vermelho. Serão as reminiscências do meu amor por ti! Adeus, Trajano Fernandes...
Com amor, arrependimento e tristeza,
Escrevo-te agora, pois minh’alma já não agüenta mais tanta saudade. Penso em ti a cada segundo, e morro ao mesmo tempo. Lentamente eu vou construindo o meu mausoléu. Desejo o fulgor dos teus lábios, mas o que eu tenho é só essa confusão melancólica. Amo-te e não amo-te! Peço que um dia perdoes esta pobre indecisa, pois viver meus restantes dias ao teu lado era o meu mais lindo sonho. Agora, apenas neblina. Não consigo enxergar o meu horizonte, mas meu seio ainda clama por ti. Sei que chorarás, mas perdoe-me! Mereço cada pontada de dor que estou sentindo agora, pois não foste tu o culpado do nosso fim, e sim eu! Choro lágrimas de sangue sobre o meu travesseiro, e a minha cama está rodeada de espinhos. Já não durmo mais, tu estás sempre presente em meus sonhos. Mas ainda existem resquícios da indecisão, da palavra mal-declarada. Sinto-me invadida por esse sentimento dúbio e polígamo. Como queria amar-te plenamente, Trajano! Não ames tu a minha pessoa! Meu coração é um vil produto esquecido em um balcão de uma taberna qualquer! Não merecias e não mereces o que eu te fiz, mas tenha certeza de que hoje eu estou em absoluta penitência. Putrefaço neste quarto úmido e sem vida, já não quero mais viver. Já não quero mais viver sendo uma boneca de papel recortada à maneira deste sentimento ambíguo. Hei de matar-me, mas ainda não sei se subirei aos céus, ou se levarei atribulações ao inferno. O fim está iminente, Trajano, mas saiba que te amarei para todo o sempre! Agora, pintarei as paredes deste quarto de vermelho. Serão as reminiscências do meu amor por ti! Adeus, Trajano Fernandes...
Com amor, arrependimento e tristeza,
Maria Henriqueta Sobral
sábado, 27 de maio de 2006
Fagulhas sutis contra os restos de uma tempestade
Apaixonado pela vida,
sinto o cheiro da paixão.
Com sofreguidão
livro-me da tristeza com uma despedida!
Mel resplandecente
ofusca meus olhos,
me invade os poros,
me torna dependente.
Me transporto para ti,
invado o seu coração.
Uma certa aflição:
Dele não quero sair.
Frio da noite
sobre os lençóis.
Calor da paixão
sobre nós.
Teu beijo me prende,
minha mão te navega,
lascívia cega
transcende!
Braços entrelaçados,
corpos em atrito,
suores aflitos,
desejos Extasiados!
Mordidas da possessão,
gemidos desembaraçados.
Prazeres ávidos
espalham-se pelo colchão.
Coração quase a surtar
à incerteza se entrega.
Infelicidade cega,
por favor não volte a enxergar!
sinto o cheiro da paixão.
Com sofreguidão
livro-me da tristeza com uma despedida!
Mel resplandecente
ofusca meus olhos,
me invade os poros,
me torna dependente.
Me transporto para ti,
invado o seu coração.
Uma certa aflição:
Dele não quero sair.
Frio da noite
sobre os lençóis.
Calor da paixão
sobre nós.
Teu beijo me prende,
minha mão te navega,
lascívia cega
transcende!
Braços entrelaçados,
corpos em atrito,
suores aflitos,
desejos Extasiados!
Mordidas da possessão,
gemidos desembaraçados.
Prazeres ávidos
espalham-se pelo colchão.
Coração quase a surtar
à incerteza se entrega.
Infelicidade cega,
por favor não volte a enxergar!
quarta-feira, 17 de maio de 2006
O Grande Velho Jovem

O velho descansou.
Apenas a sua idade era velha,
nada mais.
Vitalidade invejada por muitos,
e força,
e garra,
e força.
A vida não lhe era monótona,
nem cansativa;
era um desafio diário
sempre vencido!
Oh, Velho jovem...
Grande velho jovem!
Deixaste na lembrança
dos teus queridos
o teu infindo carisma e
o teu semblante guerreiro.
Choram teus parentes,
teus amigos,
teus animais,
tua terra;
mas nela nascem novas flores:
flores seguidoras de ti.
Borboletas misturam-se
por entre o teu campo.
Espalham a notícia triste
da tua ida.
Mas a chuva,
presente divino,
vem à terra
consolar todos que nela vivem:
pois o Grande Velho Jovem
está proseando com Ele,
o senhor dos céus.
Está dividindo a sua força
com todos os anjos.
O Grande Velho Jovem
lembra-me a Velha Dadinha,
que se foi aos cem.
Ele se foi aos oitenta e nove,
mas também nos legou
a sua fantástica experiência vital.
Agora
O Grande Velho Jovem,
vivo em memórias e corações,
olha atento lá de cima
com seus ágeis miúdos olhos.
Deus necessitava da força,
da sabedoria,
da coragem,
da felicidade
e da vitalidade
do Grande Velho Jovem.
E assim chamou-o para mais perto d’Ele:
Para se emocionar
com a história de vida
do Grande Velho Jovem
eternamente!
Para o meu eterno avô, Francisco dos Santos das Virgens *29/01/1917 – 12/05/2006
Foto do cabeçalho tirada no meu aniversário - 21/01/2006
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