quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

De como, às vezes, a realidade é impalatável

Dizer-te o quanto eu gosto de ti,
completamente,
é utópico, inimaginável,
tamanha a grandiosidade
do meu sentimento.

Expressar é tão fácil
e tão gostoso, ao mesmo tempo,
e, ao mesmo tempo também,
tão complicado,
devido à realidade cruel.

Teus olhos,
que se desencontram dos meus
quando tua timidez aflora-se,
são o oceano
que tanto gosto de mergulhar.

Teu lindo sorriso
é a minha certeza
de que ainda posso ser feliz..
É a paisagem mais linda
e mais bem talhada pela natureza.

E Teu abraço,
e Teu calor,
e teu cheiro,
são o refúgio caloroso
e reconfortante
quando, lá fora,
o frio me assola.

Teus beijos.
Teus beijos!
E,
mais uma vez,
teus beijos!
Conduzem-me a uma viagem
ao âmago da felicidade
e do prazer.

Você,
presente lindo do destino,
mostrou-me e mostra-me
à cada dia,
à cada hora,
à cada segundo,
que meu coração,
mesmo castigado pelos amores passados,
ainda é capaz de bater forte por alguém;
por ti.

Mas
o oceano não é meu,
a paisagem não é minha,
o refúgio não é meu,
as viagens não são minhas;
tu não és minha.

Oh, realidade cruel,
tu a tiraste dos meus braços
e fizeste-me seguir impreciso,
perdido numa estrada perdida,
num lugar perdido
perdido no nada
perdido.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Devaneios


Resolvi republicar este texto, pois gosto da mensagem que ele transmite, principalmente nesse ínicio de ano, onde, de certa forma, renovamos as nossas esperanças! Um feliz 2007!

Olha e vê um futuro... pensa em segui-lo, mas logo vem um pensamento que o faz parar e refletir. Refletir sobre o seu passado, analisar erros cometidos e tentar aprender mais com eles, triunfar e agradecer por cada acerto. Brisa mediana balança os pequenos ramos que estão a sustentá-lo, reconfortando sua alma e a enchendo de esperança. Esperança de dias melhores, de um tempo novo, de um verão a prevalecer em seu coração... e aí então pensa no gelo que está a recobri-lo naquele momento e sorri, pois percebe que aquela espessa camada começou a se derreter. Olha a sua volta e tudo está pintado com esperança. Olha com curiosidade para o sol e vê então a felicidade por trás dele. Então, sem hesitar, abre suas asas e voa sem parar, com brilhos evidentes em seus olhos e lágrimas de alegria renovando seu estado de espírito. Estava confirmado: Seria feliz porque assim desejava e não pouparia energias para de alguma forma então, alcançá-la.


AUTOR DA FOTO - João Vinhas Reis

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Malas ao vento (tempo)

Vou viajar com o tempo.
Vou seguir o seu caminho.
O tempo não pára;
o tempo não volta;
o tempo segue.

Seguir com o tempo
através dessa linha cronológica.
Compreender-lo-ei melhor
e farei o que lhe for conveniente.
Tempo ao tempo;
tempo ao vento;
intento.

domingo, 24 de dezembro de 2006

Dissertações sobre você

Basta olhar para você
para o meu universo
te orbitar;
te resplandecer.

Basta ver teu sorriso
para libertar meu riso
da incerteza.
Quanta beleza!

Basta molhar-me em teus lábios
para sair do mundo,
ir contigo
à lua cheia.

Basta prender-me em teu corpo
para fundirmo-nos;
um só corpo
à extravasar prazer.

Basta você ir para longe
para o distante
tornar-se infinito,
e o meu plano virar saudade.

Basta perder-me de você
para o meu céu desabar,
o meu sol se esconder,
nossa lua se apagar.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Do encontro ao "adeus"

De uma iminente tempestade
caem trovões,
e a vida define-se em lágrimas.

Gotas descem
e carregam toda a tristeza,
que um dia foi felicidade.

Em um segundo
tudo muda,
e a interrogação
questiona-se incansavelmente.

O amor fere a palavra,
a razão
e o mundo.

E a palavra fere a dor
a consciência,
o tudo.

E o tudo
agora é nada.
Não é mais a estrada
a ser seguida.

E o sonho persiste
na esperança da felicidade;
de que o seu tudo
volte para casa,
de uma viagem
que o tempo deveria
desconhecer.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Em busca de novos habitats

Tomei uma decisão:
Vou morar na praia
e por lá ficarei
até o fim dos meus dias.

Construirei uma cabana,
nem grande, nem pequena;
apenas suficiente.

Terei uma canoa
e acordarei cedo
todos os dias,
para trazer o alimento diário
e os presentes que, porventura,
Yemanjá me der

Após o almoço,
cochilarei em minha rede,
armada na varanda da cabana,
de frente para o mar.
E adormecerei ao o som
das ondas
e das músicas do Led Zeppelin

A escuridão da noite
espalhar-se-á pelo meu corpo
E o luar, pelos meus olhos.
E cada estrela
será uma marca do meu passado,
E emocionar-me-ei com cada uma delas!

À casa
serão sempre bem vindos
os velhos
e novos
amigos,
não importando a duração da visita.
Seja de
um mês,
um dia,
uma hora,
um segundo;
Serão sempre bem vindos!

domingo, 5 de novembro de 2006

Breve prefácio dos amores verdadeiros

Os dias mudam,
o tempo relativiza-se,
o mundo embeleza-se.

O que gerou tanta mudança?
Providência?
Não.
O mais lindo dos sentimentos abstratos.

As horas quando estão juntos, urgem.
Quando estão longe um do outro, quase petrificam-se.
E a saudade fortifica-se, até ser morta outra vez
no encontro seguinte.

Ela ligou.
Ele não estava.
Ele chegou
E ligou para ela,
Que também não estava.

Ambos sentem
os fortes estremecimentos
causados pelas batidas do coração.

Declarações nas mensagens de celular;
Nas folhas de caderno;
Nos beijos apaixonados;
Nos olhares correspondidos;
Nos cheiros exalados;
Nos corpos em contato.

O amor impera, absolutamente,
nos corações.
E a distância física,
ainda que pequena,
é eterna inimiga dos desejos
e refeição calórica da saudade!