sábado, 19 de janeiro de 2013

Cálculo numérico


Dois
Foi
Pois.

Três
Talvez
Vez

Um
Atum
Rá-tim-bum!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Bom balanço


Balança-se
num dia de sol
e de verde agradável.
E o desejo de ir mais longe
a deixa mais feliz.
Expande-se.

Seus pais a olham
com sorrisos de felicidade
e com temores.
Superprotetores?
Não importa.
Que nunca lhe chegue
a idade
e seus terrores.

Mas chegará.
E a menina terá outros temores
e outros brinquedos.
Os sábios, agora protetores,
exaltarão sua beleza crescente
e a delicia de vê-la contente.
Temores?
A menina nos deixar.
Amores:
maior causa não há.
Temporariamente...

Mas deixará
de viver todos os dias
ao lado dos dois.
Mas voltará,
sempre que a saudade chegar.
Voltará?
Sim.
Amores externos
nem sempre são eternos.

E os sábios
terão a consciência
de que é preciso
não deixar a parede nua.
Flutua
a menina
na fotografia ampliada:
Reminiscência
de um dia,
na beleza da juventude
a balançar-se.

Pais:
sábios maiores
Não há.
Parede nua
É crua.
Insatisfaz...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Addio, mia bella...


Dizer adeus também dói
Mesmo quando estamos feridos
Dizer adeus também corrói
Mesmo quando tudo está corroído

O amor perdura
A raiva enfraquece
Fraquezas...
Francamente...

Faça do teu sol
A certeza
Não deixe que a ilusão
Mude o teu horizonte
Novamente...

Não deixe
Mais uma vez
Partir
Quem um dia
Quis ficar
Sempre...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Linha tênue


Espaço
de antes, pacato. Instante:
estardalhaço.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Que 2013 não seja tão clichê quanto


Mais um fim de ano se aproxima. Eu sempre gosto de postar um texto que fiz em 2005, intitulado de “Devaneios” (está nos arquivos antigos do eletro), mas dessa vez resolvi fazer diferente.
À cada iminente novo ano, nossas esperanças e sonhos se acendem, de tal forma que nos tornamos mais alegres e confiantes. É o processo da melhoria continua: à cada novo ano, desejamos que o mesmo seja ainda melhor que o anterior, mesmo que o esse tenha sido muito bom. E é realmente isso que eu desejo, não só para mim, mas para todas as pessoas que estiverem a ler esse texto agora!  Vamos retirar a capa de desestímulo que nos recobre, mesmo que fina; vamos aquecer nossos corações e sentimentos, ao ponto de todos ao nosso redor desejarem permanecer perto desse calor; vamos estabelecer e cumprir nossas metas de vida; vamos ser mais autocríticos e autores do nosso sucesso!  E, se preciso for, vamos mudar nossa filosofia de vida! Vamos ser mais socráticos e viver no eterno não-saber! Vamos ser mais marleyisticos! ‘Cause every little thing gonna be all right!

Simplesmente, vamos! (ou, no baianês: bó!)

Se ficarmos no “um dia, iremos”, quem nos garantirá que chegaremos lá?

Então é isso, um texto, de certa forma, totalmente clichê, mas que transborda o meu desejo: VAMOS FAZER A DIFERENÇA!

Um Feliz 2013 a todos! 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tirando a poeira...


Aranhas
Arranham
Quem disse que elas arranham?

Teias
Onde antes se teciam
Arranhos

Poeira
Que causa espirros
Onde antes se esprirravam

Palavras...

Escuridão
Não vejo nada
Além do que já era obscuro

Nada que começa
Se acaba
Sem uma razão

“Bassôra”
“Pâ-di-chão”
e “Qui-boa”
Energia,
Ô de casa!
Eu voltei...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Canto laranja da cigarra

Tardinha e lá vem ela,

ou lá ouve-se ela

ou, ainda,

ouvem-se elas

ao cantar, em seus cantos,

o Canto célebre da celebração:

é o fim de mais um dia

de trabalho árduo –

para aqueles que acreditam que

o Canto, em seu canto e aos cantos

trata-se também de um ofício!


Anoiteceu

e foram-se elas

para algum lugar

onde é possível

descansar e sonhar com dias melhores.

Sóis e lençóis virão

E elas nunca pararão

de cantar, em seus cantos,

aquele Canto célebre da celebração

de mais um entardecer.


Hora do café...